Descrição completa
Autor: Platão
O diálogo Alcibíades Primeiro , assim designado não porque seja anterior ao segundo, mas por se lhe antepor em importância e mérito, é um esboço do grande quadro que viria a ser A República .
A política foi sempre uma das grandes preocupações de Platão, que está convencido de que a felicidade das cidades, como a dos indivíduos, depende da virtude e, como a virtude se confunde com a ciência, por esta se deve guiar o home de Estado.
Ora, sendo o conhecimento de si próprio o princípio da ciência, é o conhecimento de si próprio que o homem de Estado tem de procurar antes de tudo. Em suma, a política depende da ciência e da moral e os verdadeiros políticos são aqueles que possuem a ciência, ou seja, os filósofos, como Platão afirmará mais tarde n’ A República .
No Alcibíades Segundo , o autor apresenta-nos Sócrates dialogando com o jovem Alcibíades no momento em que este se dirige ao templo para orar. Sócrates demonstra-lhe que se vai expor a um grave perigo, pois pode pedir aos deuses males pensando que pede bens. Antes de orar, há, portanto, que conhecer o que se deve dizer ou fazer, isto é, o quue é bom e útil. É este conhecimento que Alcibíades tem de adquirir, para poder orar correctamente.
A tradução destes dois diálogos é da autoria do Prof. Vieira de Almeida, que foi catedrático da Faculdade de Letras de Lisboa de 1932 a 1958
Tradução: Prof. F. L. Vieira de Almeida
Colecção: Cadernos Culturais
Pp. : 132
Formato: 11 cm x 17,7 cm
Data de Edição: 1985